quinta-feira, 13 de maio de 2010

Experiência de estágio

Acredito que este espaço seja bastante interessante para trocar experiências sobre os estágios de Serviço Social, eu (Alana), faço estágio no Centro de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS em Itabuna, Jordanna, faz estágio no presídio de Itabuna. Com certeza ela contará a experiência que ela está vivendo neste ambiente onde acumula tantas questões sociais.
Bom, o CREAS é integrante do Sistema Único de Assistência Social - SUAS, estabelecido a partir da aprovação da nova Política Nacional de Assistência Social - PNAS e da Norma Operacional Básica - NOB. Estamos conhecendo esse importante avanço no 7° semestre, e percebo como toda essa política é a "cara" do assistente social, porque é imprescindível sua presença na implantação, execução e avaliação dessas políticas públicas. Retornando para a questão do CREAS, este faz parte da Proteção Social Especial. Este centro atende crianças, adolescentes, pessoas com deficência, idosos e mulheres que foram vítimas de violência, ou seja, que teve seus direitos violados. Tem como objetivo o fortalecimento dos vínculos familiares e a busca pela autonomia e empoderamento do sujeito.
Em Itabuna, nos últimos anos aumentou bastante o número de violência, principalmente ao que se refere aos jovens, ganhou de 2009 para 2010 como a cidade mais violenta do Brasil, na verdade só fez perder.
Os casos que chegam ao CREAS de Itabuna são lamentáveis, discutimos tanto sobre a efetivação da garantia de leis, que em muitas situações essa efetivação não é feita. A justiça que tanto almejamos se torna infeciente dando espaço para histórias que não tiveram finais felizes. Como lutar para que haja a efetivação das Leis? O Estatuto da Criança e do Adolescente que sofre tantas críticas, o que fazer para que se faça cumprir aquela lei na prática? A Lei Maria da Penha também que é tão questionadora. As pessoas com deficiência que são esquecidas e os idosos que são maltratados pelos seus próprios familiares? O que fazer? Devemos pensar sim, que os problemas podem ser resolvidos, se o assistente social não acreditar, quem acreditará que possa haver mudança nessa sociedade tão preconceituosa e omissa?

Alana D'el Rei

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